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O fenômeno do E-sport.

postado por Wallace Escobar

Você com certeza já jogou algum jogo na vida. Seja aquele de Super Nintendo na sua infância ou adolescência, um Atari ou até mesmo um The King Of Fighter no flipper do posto de gasolina. Muitos passaram horas a fio jogando o game no qual mais se divertiam, mas já imaginou algum dia ganhar dinheiro e prêmios para jogar o que gosta? Para alguns, esse sonho se tornou realidade.

O famigerado esporte eletrônico ou e-sport como é carinhosamente chamado, consiste em uma competição profissional de jogos, mesmo não sendo uma modalidade nova, está tomando proporções gigantescas e crescendo cada vez mais.

Como tudo começou

Não se sabe ao certo como os campeonatos de jogos profissionais começaram mas acredita-se que tiveram início na Coreia do Sul e em alguns lugares da Europa e da Ásia. Os jogos de estratégia em tempo real como Starcraft, por exemplo, sempre foram muito populares em países asiáticos, criando assim muitas disputas e originando os primeiros campeonatos profissionais. Em meados de 2009, mesmo que de uma forma arcaica, o pilar inicial do e-sport estava construído e com o tempo acabou sendo difundido para o ocidente, tornando toda a Europa e a América do Norte grandes referências na modalidade, ajudando a difundir essa “febre”.

Graças a esse pilar construído 8 anos atrás, podemos citar jogadores que já conseguem vistos para participarem de campeonatos e eventos em outros países, o que mostra a força que o cenário competitivo conseguiu com o passar do tempo.

O cenário atual

Atualmente o cenário dos esportes eletrônicos conta com diversos jogos que possuem campeonatos com narradores oficias, transmissão pela internet e TV, e lotação máxima em todos os lugares onde são realizadas as etapas presenciais dos eventos. Os principais e mais rentáveis jogos da atualidade são: League of Legends, Dota 2 e Counter-Strike: Global Offensive. Apesar de serem os três principais jogos do cenário competitivo atual, outros como FIFA, Hearthstone e Overwatch também possuem um crescimento vertiginoso.

As competições organizadas possuem uma estrutura de causar inveja a qualquer empresa ou pessoa que julgue ser “apenas um jogo”, apresentando números impressionantes.

League of Legends

Mais conhecido como LoL, League of Legends é um MOBA (multiplayer online battle arena) publicado pela RIOT Games em 2009 para PC e MAC e foi inspirado no modo Defense of the Acients, vulgo DOTA. Segundo o site da Forbes, LoL é o jogo mais jogado no mundo atualmente, batendo títulos como World of Warcraft e Counter-Strike.

A distribuidora do jogo, Riot Games, realiza o seu Campeonato Mundial anualmente, contando com fases eliminatórias por região, contendo também o Brasil, o qual usa os resultados do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) como classificação para uma disputa com os melhores times de cada servidor, sendo os campeões classificados para o Torneio Mundial.

Em seu último campeonato mundial, em 2016, League of Legends conseguiu as incríveis marcas:

Atualmente as melhores equipes do cenário mundial do esporte são asiáticas, a organização SK Telecom T1, que possui o melhor e mais bem pago atleta da modalidade, a lenda Lee “Faker” Sang-hyeok, que chega a faturar US$2,5 milhões por ano, e a organização Samsung Galaxy, ambas da Coreia do Sul.

No Brasil, possuímos equipes de LoL bem consolidadas no cenário nacional como a paiN Gaming e INTZ Team, ambas bicampeãs brasileiras. Outros times como Red Canids e Keyd Stars, possuem jogadores reconhecidos como Felipe “brTT” Gonçalves e Murilo “takeshi” Alves. O Campeonato Brasileiro de 2016 soma uma cifra de R$43 mil reais pagos em premiação e mais os direitos de imagem dos jogadores de cada equipe segundo a distribuidora do jogo.

Counter-Strike: Global Offensive

O FPS mais jogado da atualidade é uma nova versão do bom e saudoso Counter-Strike, jogado à exaustão nas lan houses pelo mundo nos anos 2000. Com um novo motor gráfico e uma estrutura para jogos competitivos atualizada, o jogo se tornou uma das principais modalidades de e-sport pelo mundo, contanto com personalidades brasileiras mundialmente famosas como Gabriel “Fallen” Toledo e Lincoln “fnx” Lau.

Distribuído e administrado pela Valve, o CS:GO conta com grandes números de campeonatos pelo mundo e suas altas premiações chegam até US$1 milhão para a equipe vencedora.

Equipe brasileira SK Gaming comemorando o título do Major ESL One Cologne 2016.

Os grandes campeonatos de CS:GO são chamados de MAJORS, que surgiram de uma necessidade enxergada pela sua distribuidora Valve, de profissionalizar o cenário do jogo e organizar melhor seus campeonatos, permitindo dedicação dos jogadores em tempo integral e premiações condizentes com os campeonatos organizados.

Dado o crescimento cada vez maior do e-sport e principalmente do CS:GO, a Turner, uma das gigantes empresas de mídia norte americanas, comprou os direitos de transmissão para a TV da ELEAGUE, importante campeonato de Counter-Strike, mostrando mais uma vez que o “joguinho” veio para ficar e que não está de brincadeira.

Dota 2

Uma sequência de seu antecessor Defense of the Ancients (DOTA), que surgiu a partir de uma modificação de Warcraft III. Dota 2 é um jogo do gênero MOBA que foi acolhido pela distribuidora Valve em parceria com o produtor original do jogo, Icefrog.

O jogo foi responsável por uma expansão impressionante nas competições profissionais, sendo a primeira competição mundial a pagar a quantia de US$1 milhão à uma equipe, chegando hoje a premiações totais de US$20 milhões em seu campeonato mundial, conhecido como The International, o qual teve a última edição realizada na Key Arena, em Seattle, que já recebeu grandes eventos esportivos da NBA e UFC.

Final do campeonato mundial, The International de 2016.

Dota 2 é o primeiro e-sport a ter uma participação no mercado cinematográfico com o documentário Free To Play, que mostra a história e trajetória de alguns dos mais importantes jogadores, e principalmente da lenda viva no competitivo de Dota 2, Daniel “Dendi” Ishutin.

Esse é o primeiro post sobre e-sports e seu cenário, se você curtiu (ou não),  deixe seus comentários e sugestões aí em baixo.

 

Revisado por Andréa Archanjo.

Sobre o autor

Wallace Escobar

Publicitário que não vive sem Pudim e Pizza, ama tecnologia e é apaixonado por E-Sports.

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