Análise Cinema Oscar 2017

Crítica| Um Limite entre Nós

postado por Carol Matheus

Baseado em uma peça da Broadway, Um Limite entre Nós é composto de vários acertos, por mais que tenha um final previsível. De início temos a escolha do roteirista, o próprio autor da peça, o ganhador do prêmio pultizer August Wilson, e a segunda sem sombra de dúvidas é a escolha do elenco.


Com interpretações fortes com todo o âmbito teatral, a trama conta a história do lixeiro Troy (Denzel Washington), um analfabeto amargurado que vive resmungando sobre a falta de oportunidade que teve ao tentar ser jogador de beisebol. Casado com a amável Rose (Viola Davis), uma típica dona de casa dos anos 1950, que por mais que faça todos os deveres que as esposas tinham que fazer para época, não abaixa a cabeça quando necessário.


Se passando no meio da revolução dos direitos civis, Um Limite entre Nós não é um filme sobre o racismo, ele aponta algumas questões em certos momentos, entretanto é um filme sobre o relacionamento daquela família, em que no quadro parece bem, mais é tão desestruturada pela falta de comunicação, em particular para Troy, que como vai conseguir transmitir valores, sendo que nunca lhe foi ensinado e nunca ao menos ouviu uma palavra de carinho de seu próprio pai. E o título do longa faz uma excelente menção a isso.


Denzel entrega para os espectadores um filme dramático, forte, repleto de emoções que nos faz refletir nossas próprias dimensões de relacionamento e como “instalamos nossas próprias cercas”.

Um Limite entre Nós está concorrendo ao Oscar em: Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Filme. Lembrando que o Oscar 2017 será no dia 26 de fevereiro e vocês conferem em tempo real na página do Facebook do Quero Bacon.

Confira o trailer:

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Sobre o autor

Carol Matheus

Crítica, Redatora, Social media
Apaixonada por cinema e toda sua história e composição, viciada em redes sociais, amante de fotografia analógica e uma formação baseada em séries.

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